A capacidade de inovar no empreendedorismo internacional

Yákara Vasconcelos Pereira Leite, professora adjunta da UFERSA, Mossoró, RN, Brasil

Walter Fernando Araújo de Moraes, professor titular da UFPE, Recife, PE, Brasil

rausp_logoOs pesquisadores que desenvolveram a investigação fazem parte do grupo de pesquisa Câmara de Estudos em Estratégias das Organizações – CEO da Universidade Federal de Pernambuco. O estudo publicado no volume 50, número 4 da RAUSP revela que as ações de inovação mais importantes dos empreendedores de exportadoras do agronegócio do semiárido do nordeste brasileiro estavam voltadas para o produto e a produção. A presença da capacidade de inovar se destaca por ser intermitente ao longo do processo de internacionalização, com exceção de apenas uma das empresas, na qual ocorreu continuamente.

A pesquisa utilizou a abordagem longitudinal em retrospectiva a partir da perspectiva qualitativa, nas empresas Agrícola Famosa-CE, Agro Melão-RN, Special Fruit-BA e ARA Agrícola-PE, principais exportadoras de frutas tropicais da região semiárida do Nordeste brasileiro. O estudo piloto realizado garantiu o aprimoramento do roteiro de entrevista. Trinta e uma entrevistas semiestruturadas com empresários, consultores e gerentes, além de documentos e material bibliográfico formaram o escopo de dados examinados. A análise de conteúdo foi realizada com apoio do software ATLAS.ti. Durante a investigação, a triangulação e a validação dos dados colaboraram na manutenção da cientificidade do estudo.

Sobre a diversidade do entendimento de empreendedorismo, de uma forma geral, pode-se dizer que a sua conceituação está associada à criação de empresas e à inovação. A inovação é também relevante no empreendedorismo internacional (EI), trata-se de um dos fatores que caracteriza o EI como área do conhecimento. Desse modo, permite a delimitação da configuração da cadeia de suprimentos, seleciona áreas a serem internacionalizadas, define caminhos únicos para passar valor ao consumidor e contribui na identificação de oportunidades no processo de internacionalização, bem como entendem que a inovação deve se destacar nos produtos e serviços por ser determinante para o comércio internacional.

Por outro lado, a capacidade de inovar se relaciona com diferentes dimensões essenciais do empreendedorismo internacional. Ao mesmo tempo em que a propensão ao risco e as redes de relacionamentos fomentam a realização de inovações e uso da tecnologia; a capacidade inovadora do empreendedor afeta a exploração das oportunidades internacionais e a propensão à adaptação. Em razão do exposto, esta investigação buscou alcançar a seguinte questão de pesquisa: quais são as características da capacidade de inovar no empreendedorismo internacional?

Diante da relevância e potencialidades da inovação nas ações do empreendedor internacional, este estudo analisou a capacidade de inovar no empreendedorismo internacional. Aspecto de destaque é a presença das redes de relacionamentos no exercício da inovação. A troca de experiências entre os rivais colabora como fonte de inspiração para o desenvolvimento de ações inovativas no produto e produção. No segmento, fica evidente que é preciso a atualização constante de novas técnicas produtivas.

Para ler os artigos, acesse:

LEITE, Y. V. P., and MORAES, W. F. A. The ability to innovate in international entrepreneurship. Rev. Adm. (São Paulo) [online]. 2015, vol.50, n.4, pp. 447-459. [viewed 4th February 2016]. ISSN 1984-6142. DOI: 10.5700/rausp1212. Available from: http://ref.scielo.org/vhz9hg

Link externo:

Revista de Administração da USP – RAUSP – www.scielo.br/rausp

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

LEITE, Y. V. P., and MORAES, W. F. A. A capacidade de inovar no empreendedorismo internacional [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2016 [viewed ]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2016/02/25/a-capacidade-de-inovar-no-empreendedorismo-internacional/

 

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