Traços identitários em contradição nas políticas educacionais

Ana Maria Eyng, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

Thais Pacievtch, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

Maria de Lourdes do Prado K. D’Almeida, professora da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, PR, Brasil

Maria Lourdes Gisi, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

ensaio_logoO estudo desenvolvido por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) assume como categoria central a contradição na análise de documentos legais relativos às políticas educacionais, evidenciadas nas tensões entre as políticas de avaliação que se pautam em indicadores econômicos e as políticas de educação em direitos humanos que consideram o direito à inclusão, à diversidade na emancipação dos sujeitos incidem na configuração das identidades em formação.

A análise da temática remete ao contexto de influência internacional, no qual são produzidas e do qual emanam orientações que incidem nos documentos políticos nacionais. O escrutínio dos documentos foi possível a partir da análise de conteúdo realizada em documentos oficiais que normatizam as políticas educacionais no Brasil.

Os resultados evidenciam elementos para discussão das bases antropológicas e teleológicas na configuração de identidades emancipatórias. Essa perspectiva identitária integra traços de “identidades de resistência” (CASTELLS, 2008) que subsidiam os excluídos com mecanismos de resistência e sobrevivência e traços de “identidades de projeto” (CASTELLS, 2008) que viabilizam a constituição de mecanismos de transformação de toda a estrutura social.

Nesse sentido, promover identidades emancipatórias pressupõe garantia de direitos, reconhecimento das diferenças e superação da regulação que padroniza os sujeitos. Portanto, a ênfase da escola precisa ser no diálogo com e na diversidade e na garantia e promoção de direitos. A valorização e o reconhecimento da diversidade são possibilidades para a melhoria da qualidade da educação. A ênfase excessiva em indicadores econômicos está intensificando a construção de “identidades legitimadoras” (CASTELLS, 2008) nas quais instituições dominantes usam mecanismos de expansão e racionalização da dominação. A possibilidade de atenuar os excessos das diretrizes econômicas neoliberais está na maior efetivação da inclusão e emancipação social de sujeitos de direitos, cidadania e solidariedade em âmbito global e local.

Referência

CASTELLS, M. O poder da identidade. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

Para ler o artigo, acesse

EYNG, A. M., PACIEVTCH, T., D’ALMEIDA, M. L. P. K. and GISI, M. L. Evaluation and human rights educational policies: contradictions between regulation and emancipation in basic education in Brazil. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2016, vol.24, n.92, pp.670-696. [viewed 22th August 2016]. ISSN 0104-4036. DOI: 10.1590/S0104-40362016000300007. Available from: http://ref.scielo.org/9ktjdj

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Como citar este post [ISO 690/2010]:

EYNG, A. M., PACIEVTCH, T., D’ALMEIDA, M. L. P. K. and GISI, M. L. Traços identitários em contradição nas políticas educacionais [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2016 [viewed ]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2016/08/31/tracos-identitarios-em-contradicao-nas-politicas-educacionais/

 

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