Anne Marie Scoss, vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e à Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Forquilhinha, SC, Brasil.
Ariél Philippi Machado, vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.
Luan Philippi Machado, vinculado Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, SC, Brasil.
Luciana Oliveira Penna dos Santos vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FURG), Florianópolis, SC, Brasil.
Thiago Henrique Almino Francisco, vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e à Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, SC, Brasil.
O estudo Avaliação da educação superior: um estudo exploratório sobre a conformidade de relatórios de autoavaliação em relação à nota técnica nº 065/2014/INEP/DAES/CONAES, publicado na Educação em Revista (vol. 41, 2025), analisou como Instituições de Ensino Superior têm elaborado seus relatórios de autoavaliação institucional e identificou elevado grau de conformidade com a Nota Técnica nº 065/2014/INEP/DAES/CONAES, que fornece as diretrizes mínimas para elaboração dos relatórios de autoavaliação pelas IES. O trabalho verificou que os documentos atendem a mais de 85% dos critérios normativos, reforçando avanços na sistematização dos processos avaliativos internos.
A pesquisa examinou relatórios integrais de autoavaliação de três instituições com perfis administrativos distintos — uma faculdade privada confessional, uma universidade pública federal e uma universidade comunitária. A análise utilizou um checklist baseado na Nota Técnica nº 065/2014 para aferir a aderência dos documentos às orientações normativas. Os resultados demonstraram que a maior parte das seções exigidas foi contemplada, com destaque para os eixos de desenvolvimento institucional, políticas acadêmicas e infraestrutura.

Imagem: Gerada pelo Gemini IA
Apesar do desempenho positivo, o estudo identificou fragilidades recorrentes, como detalhamento insuficiente das técnicas de análise de dados e pouca explicitação de informações ligadas à sustentabilidade financeira — dimensão historicamente sensível na autoavaliação institucional. Os autores destacam que tais lacunas indicam a necessidade de formação continuada das Comissões Próprias de Avaliação (CPAs), bem como de maior rigor metodológico na elaboração dos relatórios.
A investigação também incorporou o uso de Inteligência Artificial Generativa (IAGen) no processo de análise preliminar, combinando automação com revisão humana. Segundo os autores, o uso híbrido dessas tecnologias apresenta potencial de inovação para a área da avaliação da educação superior, sobretudo em tarefas repetitivas e na sistematização de grandes volumes textuais, sem substituir a validação crítica do pesquisador.
O estudo aponta que os relatórios de autoavaliação, quando bem executados, são instrumentos estratégicos de gestão universitária, capazes de fortalecer processos de planejamento, autorregulação e transparência institucional. Além disso, a pesquisa abre caminhos para novas abordagens metodológicas, como a possibilidade de desenvolvimento de mecanismos comparativos entre instituições a partir da maturidade de seus processos avaliativos.
Para ler o artigo, acesse
SCOSS, A.M., et al. Avaliação da educação superior: um estudo exploratório sobre a conformidade de relatórios de autoavaliação em relação à nota técnica nº 065/2014/INEP/DAES/CONAES. Educação em Revista [online]. 2025, vol. 41, e59249 [viewed 13 January 2026]. https://doi.org/10.1590/0102-469859249t . Available from: https://www.scielo.br/j/edur/a/nsqKRZkLZPtLJgc8yzxR9Hm/
Links externos
Educação em Revista: Site | Instagram | X | LinkedIn
Como citar este post [ISO 690/2010]:















Últimos comentários