Geisa Aguiari, assistente técnica, Comissão de Pesquisa, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.
Priscila Maia dos Santos, técnica administrativa, Comissão de Pesquisa, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.
O periódico Economia e Sociedade (vol. 35, no. 1, 2026) apresentará um diagnóstico analítico da economia brasileira contemporânea, com destaque para a influência do setor financeiro sobre o desempenho macroeconômico e para os processos de precarização do trabalho e aprofundamento das desigualdades sociais. O artigo de abertura, Estudo da financeirização em escala macroeconômica no Brasil, de Luccas Assis Attílio e Jamile Ulisses Pereira, analisa a dinâmica da financeirização no país, discutindo como a predominância da lógica financeira afeta decisões produtivas de empresas e a atuação do Estado.
Dando sequência ao debate, o artigo Programas de transferência de renda: uma revisão de evidências comparadas usando textometria, de Liziane Angelotti Meira, Benjamin Miranda Tabak, Rubiane Daniele Cardoso de Almeida, Matheus Britto Froner, João Vicente Basso Bernardi, João Vitor Rodrigues Gonçalves e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, utiliza a análise lexicométrica para examinar o discurso de programas de transferência de renda em diferentes países. A história do pensamento econômico é abordada em Trajetória intelectual de Lachmann: passos em direção à aplicação consistente do subjetivismo, no qual Paulo Hora de Andrade III analisa o desenvolvimento da perspectiva subjetivista de Ludwig Lachmann.
No campo da história econômica, o estudo Migrantes pioneiros e o sonho da ascensão social: Blumenau entre 1856 e 1940, de Lukas Reiter Pezzini e Dominik Hartmann, utiliza microdados inéditos para analisar a mobilidade social intergeracional na colônia alemã. A temática da fragilidade social é aprofundada no artigo A explosão do cartão de crédito e a expansão dos créditos sem garantia – o comportamento do crédito livre às famílias de 2018 a 2022 e a aceleração da fragilidade financeira, de Paula Marina Sarno e Carmem Aparecida do Valle Costa Feijó, que examina a expansão do crédito sem garantia e seus efeitos sobre a situação financeira das famílias, especialmente a partir de 2021.

Imagem: James Lo via Unsplash.
Os efeitos da pandemia de Covid-19 também são objeto de análise. Em A insegurança alimentar e nutricional e a Covid-19, Ludmila Luísa Tavares e Azevedo e Maria de Lourdes Rollemberg Mollo analisam o agravamento da insegurança alimentar no período. Já em Pandemia da Covid-19 e ocupação no mercado de trabalho uberizado no Brasil, Pedro Rodrigues Oliveira e Evandro Camargos Teixeira examinam como a crise sanitária se associou ao aumento da precarização e da ocupação mediada por plataformas digitais.
O debate sobre as transformações recentes no mercado de trabalho é concluído com o artigo Trabalhadores com contratos intermitentes no Brasil: evolução, cenários e perfil das contratações pós-reforma trabalhista de 2017, de Alanna Santos Oliveira e Sandro Pereira Silva, que analisa os possíveis efeitos dessa modalidade contratual sobre a massa salarial. Em Direitos sociais em moradia/mobilidade urbana no Brasil: contradições, cotidiano e aporofobia, Daniel dos Santos discute as tensões presentes na efetivação dos direitos sociais no contexto urbano brasileiro. Fechando a edição, na resenha Rosa Maria Vieira e o sonho de Furtado: reforma, política e ideologia, Rubens Rogério Sawaya discute a atualidade do pensamento de Celso Furtado diante de transformações como as mudanças climáticas e as revoluções tecnológicas.
Com tal variedade de abordagens e reflexões, a nova edição de Economia e Sociedade lança luz aos desafios estruturais do país e aprofunda o debate público sobre caminhos para um desenvolvimento mais justo. A edição oferece um panorama rigoroso e atualizado das transformações em curso, convidando toda a comunidade acadêmica a refletir sobre os rumos da economia brasileira.
Para ler a edição temática completa acesse
Economia e Sociedade, vol. 35, no. 1, 2026
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