Etanol de segunda geração e o conflito entre licenciamento ou investimento internacional

Renata Luiza de Castilho Rossoni, professor, UFMT, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

Diogo Barbosa Leite, professor, IFMT, Primavera do Leste, Mato Grosso, Brasil.

Mario Henrique Ogasavara, professor, ESPM, São Paulo, São Paulo, Brasil.

Logo da Revista de Administração ContemporâneaA Raízen, gigante brasileira do setor de energia renovável, está no centro do caso de ensino que conecta estratégias de internacionalização aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. O caso, intitulado Expansão Internacional Sustentável: Os Caminhos da Raízen para a Liderança Verde, publicado pela Revista de Administração Contemporânea (RAC, vol. 29, no.1, 2025), analisa o processo de internacionalização da empresa por meio do etanol de segunda geração (E2G). A proposta é que os estudantes discutam como a companhia deve levar essa tecnologia de ponta para mercados externos: se por meio do licenciamento, o que aceleraria a adoção global de biocombustíveis, ou pelo investimento direto, garantindo que seus rígidos padrões de sustentabilidade e valores corporativos sejam mantidos além das fronteiras. A ferramenta pedagógica estabelece uma ponte direta com o cotidiano ao discutir como as multinacionais podem ser vetores de mudança na crise climática global.

O material foi desenvolvido pelos pesquisadores da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Renata Rossoni, Diogo Leite, Renata Gonçalves e Mario Ogasavara. Por se tratar de um caso para ensino, os autores criaram uma narrativa baseada em dados reais e personagens fictícios que representam as tensões internas entre as diretorias de sustentabilidade e de expansão internacional. A motivação para a proposta reside no fato de que a integração entre os ODS e as estratégias de negócios internacionais ainda está em estágio inicial na literatura acadêmica e, ainda mais em casos para ensino, tornando a trajetória da Raízen um modelo rico para análise.

 

 

O caso evidencia que a expansão internacional sustentável não é apenas uma questão de lucro, mas de governança sobre a tecnologia. Discute-se que o licenciamento oferece um impacto global mais rápido e com menor aporte financeiro, mas traz o risco da diluição do controle sobre a qualidade e os valores socioambientais. Para a sociedade, o caso demonstra como a inovação brasileira em energia renovável pode liderar a descarbonização mundial, desde que o modelo de negócio seja capaz de adaptar práticas como a economia circular e programas de responsabilidade social a diferentes contextos geográficos.

O futuro das multinacionais “verdes” exige um equilíbrio permanente entre crescimento econômico e compromisso com o planeta. O desafio projetado para as empresas é o desenvolvimento de modelos híbridos ou parcerias estratégicas que permitam navegar por barreiras regulatórias e culturais sem comprometer a integridade dos ODS. Dessa forma, este caso serve como uma ferramenta pedagógica essencial para formar gestores capazes de equilibrar escala global e a preservação de padrões sustentáveis em um mundo em transição energética.

 

 

Para ler o artigo, acesse

ROSSONI, R.L.C., et al. Expansão Internacional Sustentável: Os Caminhos da Raízen para a Liderança Verde. Revista de Administração Contemporânea [online]. 2025, vol. 29, no.1, e240146 [viewed 18 June 2026]. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac2025240146.por. Available from: https://www.scielo.br/j/rac/a/HRfdpvTYZmVd7CHvSdV3VXD/

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Como citar este post [ISO 690/2010]:

ROSSONI, R.L.C., LEITE, D.B. and OGASAVARA, M.H. Etanol de segunda geração e o conflito entre licenciamento ou investimento internacional [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2026 [viewed ]. Available from: https://humanas.blog.scielo.org/blog/2026/06/18/etanol-de-segunda-geracao-e-o-conflito-entre-licenciamento-ou-investimento-internacional/

 

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