Identificação policial no atlântico sul-americano

Mercedes García Ferrari, Pesquisadora-docente da Universidade Nacional de General Sarmiento, Buenos Aires, Argentina

Diego Galeano, Professor do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Esta pesquisa é o resultado de uma parceria entre dois historiadores: Mercedes García Ferrari (Universidade Nacional de General Sarmiento, Argentina), especialista em identificação policial, fotografia e datiloscopia, e Diego Galeano (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), especialista em cooperação policial e história da criminalidade transnacional na América do Sul.

O encontro entre ambos pesquisadores permitiu o cruzamento de fontes documentais provenientes de arquivos da Argentina, Uruguai e Brasil, na busca de ampliar a escala analítica além das fronteiras desses países e compreender as conexões policiais no espaço atlântico sul-americano.

García Ferrari e Galeano começaram esta pesquisa em 2010, sob convite do periódico francês Criminocorpus, na qual o historiador Pierre Piazza preparou um dossiê sobre a circulação internacional de práticas e tecnologias de identificação, focado na difusão internacional do bertillonnage (https://criminocorpus.revues.org/341). Conhecido com esse nome por causa do seu criador, Alphonse Bertillon, esse método de identificação de criminosos reincidentes expandiu-se rapidamente no mundo e as polícias sul-americanas tiveram grande protagonismo nesse processo.

Como resultado desta pesquisa, seus autores publicaram artigos e capítulos de livro em diversos idiomas: “The bertillonage in the South American Atlantic World” (2011); “Cartographie du bertillonnage. Le système anthropométrique en Amérique latine: circuits de diffusion, usages et résistances” (2011) e sua versão em espanhol: “Cartografía del bertillonage: circuitos de difusión, usos y resistencias al sistema antropométrico en América Latina” (2015). O artigo de História, Ciência e Saúde intitulado “Polícia, antropometria e datiloscopia: história transnacional dos sistemas de identificação, do rio da Prata ao Brasil” é o primeiro produto desta pesquisa publicado em português. Mas não é a única novidade.

Além disso, o artigo amplia as conclusões das publicações anteriores, mais focadas na circulação do bertillonnage na América Latina na última década do século XIX, e analisa as disputas entre um dos componentes fundamentais desse sistema (a antropometria) e um novo método nascido na região: a dactiloscopia de Juan Vucetich.

Para ler o artigo, acesse

FERRARI, M. G.  and GALEANO, D. Police, anthropometry, and fingerprinting: the transnational history of identification systems from Rio de la Plata to Brazil. Hist. cienc. saude-Manguinhos [online]. 2016, vol.23, suppl.1, pp.171-194, ISSN 0104-5970 [viewed 29 March 2017]. DOI: 10.1590/s0104-59702016000500010. Available from: http://ref.scielo.org/4rypz7.

Link externo

História, Ciências, Saúde – Manguinhos – HCSM: www.scielo.br/hcsm

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

FERRARI, M. G. and GALEANO, D. Identificação policial no atlântico sul-americano [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2017 [viewed ]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2017/04/20/identificacao-policial-no-atlantico-sul-americano/

 

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