Jimmy Jaldemark, pesquisador e professor, Mittuniversitetet, Sundsvall, Suécia.
Jussara Reis-Andersson, pesquisadora e professora, Mittuniversitetet, Sundsvall, Suécia.
Marcia Håkansson Lindqvist, pesquisadora e professora, Mittuniversitetet, Sundsvall, Suécia.
O artigo Liderando a digitalização básica: uma abordagem orientada para a prática na expansão do acesso e uso das tecnologias digitais, publicado no periódico Educação em Revista (vol. 42, 2026), analisa como a liderança educacional influencia a digitalização na educação básica na Suécia. A pesquisa indica que expandir tecnologia exige, além de equipamentos, escolas adequadas de sistemas, apoio contínuo e formação para evitar aumento de carga de trabalho e desmotivação docente.
A investigação acompanha práticas de colaboração entre gestores municipais, líderes escolares e departamentos de TI em três municípios suecos (A, B e C). Foram analisados documentos e realizadas observações participantes, entrevistas e questionários com gestores e líderes escolares para compreender o que, na rotina de gestão, impulsiona ou limita a adoção de tecnologias digitais – tema que afeta comunicação escola-família, planejamento pedagógico, inclusão e acesso a materiais.
Com base em uma abordagem orientada para a prática e na teoria da arquitetura da prática, o estudo observa não apenas decisões individuais, mas as condições que moldam discursos, ações e relações na digitalização escolar. Em vez de tratar “digitaliza” como compra de equipamentos, o trabalho descreve como políticas, orçamento, infraestrutura, suporte técnico e competências digitais se combinam para produzir resultados diferentes entre escolas e redes.
Figura 1. Arquitetura prática (baseada em Kemmis et al., 2014, p. 34)
Entre as ações que favoreceram o avanço estão: mapeamento de infraestrutura e competências digitais; aquisição planejada de hardware e software; criação de redes de professores; oficinas e aprendizagem entre pares; e a presença de estrategistas de TI com visão técnico-pedagógica como ponte entre escola e TI. Por outro lado, surgiram barreiras recorrentes: tempo insuficiente para formação e mudança pedagógica; rotatividade de lideranças; comunicação fragmentada entre áreas; restrições regulatórias para compartilhar materiais; e, especialmente, tecnologias “difíceis de usar”, que podem aumentar tarefas administrativas e reduzir a motivação para integrar recursos digitais ao ensino.
A conclusão central é que a digitalização eficaz depende de liderança colaborativa e de uma visão pedagógica clara: tecnologia precisa “servir ao ensino”, não apenas existir. O estudo sugere que decisões informadas (por quem entende o que a digitalização implica), suporte acessível e investimento contínuo em competência digital são decisivos para reduzir desigualdades entre escolas e evitar que o uso de tecnologia vire mais trabalho e menos aprendizagem.
Para ler o artigo, acesse
REIS-ANDERSSON, J., LINDQVIST, M.H. and JALDEMARK, J. Liderando a Digitalização Básica: uma abordagem orientada para a prática na expansão do acesso e uso das tecnologias digitais. Educação em Revista [online]. 2026, vol. 42, e61262 [viewed 31 March 2026]. https://doi.org/10.1590/0102-469861262. Available from: https://www.scielo.br/j/edur/a/dF8vNP9LYyrj6JSdnRSM7Dm/
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