urbe na Semana Especial do Blog SciELO em Perspectiva | Humanas

Fernanda Cantarim, doutoranda no Programa de Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná e membro do corpo auxiliar da urbe, Curitiba, PR, Brasil

Manoela Massuchetto Jazar, doutoranda no Programa de Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná e membro do corpo auxiliar da urbe, Curitiba, PR, Brasil

Tharsila D. Fariniuk, doutoranda no Programa de Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná e membro do corpo auxiliar da urbe, Curitiba, PR, Brasil

A urbe: Revista Brasileira de Gestão Urbana é um periódico científico fundado em 2009, vinculado ao programa de Pós-graduação em Gestão Urbana (PPGTU), da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A missão da urbe é ser um veículo de divulgação e discussão de artigos acadêmicos relacionados com estudos urbanos, criada com o intuito de preencher lacunas de produção científica no Brasil nessa área. Desde a sua origem, a urbe prezou por corresponder aos critérios de importantes indexadores como o SciELO, o que permitiu que rapidamente o periódico se tornasse referência na temática de estudos urbanos no Brasil e na América Latina. Com o apoio agências de fomento à pesquisa científica como a Fundação Araucária (entre os anos de 2013-2015) e o Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (entre os anos de 2014-2016), o periódico foi capaz de aumentar a periodicidade de suas publicações, antes semestral, para quadrimestral. A urbe é estratificada pelo Qualis como A2 e teve sua entrada no SciELO em 2012. O número desta Semana Especial é o volume 9, número 3 de 2017, que apresenta 15 artigos inéditos. Os principais temas abordados são desigualdade socioespacial, direito à cidade e metodologias no planejamento urbano.

No artigo “Arena do Morro e Museu do Amanhã: dois lugares em ação”, os autores Paulo Rheingantz, Rosa Pedro, Fabíola Angotti e Marcelo Sbarra discutem sobre como espacialidades são produzidas e se misturam nos projetos-lugares em ação da Arena do Morro Natal/RN e do Museu do Amanhã no Rio de Janeiro. A produção de espacialidades é também discutida no artigo “A participação do usuário na arquitetura e em intervenção urbana”, de Flávia Arruda. A autora discute de que maneira os processos participativos podem interferir nos usos dos espaços e na espacialidade urbana.

O autor Renato Rego, em seu artigo “Unidade de Vizinhança: um estudo de caso das transformações de uma ideia urbanísticas”, apresenta a repercussão da ideia norte-americana da unidade de vizinhança e sua aplicação em três projetos de cidades brasileiras: Goiânia, Brasília e Rurópolis.  No artigo “A localização residencial em uma cidade vertical: um estudo sintático em Florianópolis”, os autores Amanda Carvalho e Renato Saboya fazem uso da teoria da Sintaxe Espacial para investigar a configuração de vias de Florianópolis que passaram pelo processo de verticalização residencial.

O artigo “O lugar dos pobres nas cidades: exploração teórica sobre periferização e pobreza na produção do espaço urbano latino-americano”, de Alexandre Santos, Maurício Polidori, Otávio Peres e Marcus Saraiva, discute a formação da pobreza e das periferias nas cidades latino-americanas com base em teorias de urbanização e da economia urbana. A discussão sobre as espacialidades em áreas periféricas é também tema do artigo “O espaço livre público informal como lócus da oportunidade e da integração socioespacial da cidade: o caso da Favela Beira Molhada, em João Pessoa – PB, Brasil”, de autoria de Yasmin Peregrino, Ana Laura Brito e José Silveira. Direito à cidade é também a temática principal dos artigos “A constitucionalização do direito à cidade”, de Emerson Moura – cujo debate aborda as transformações decorrentes da inclusão deste na Constituição Federal –, e “O direito à cidade e a produção do espaço entre discursos: a luta pela significação na ‘recuperação’ de ambientes urbanos”, de Carlos César de Lacerda e Sérgio Mello – que analisam estruturas discursivas, demandas do espaço urbano do Cais Mauá em Porto Alegre/RS e os significados da negociação do espaço.

A autora do artigo “La cuenca del rio Reconquista em la planificación metropolitana de Buenos Aires (Argentina). Âmbito, problemas y propuestas”, Alejandra Potocko, aborda como o rio Reconquista, em Buenos Aires, é considerado (quanto a problema e/ou proposta) em planos urbanos selecionados. O artigo “Gestión Municipal y planificación urbana en Córdoba, Argentina (1983-2011)“, de autoria de Martín Lemma, também discute as dinâmicas espaciais presentes em uma cidade Argentina (Córdoba), sob a ótica da governamentabilidade. Em “La ciudad en la encrucijada neoliberal. Urbanismo mercado-céntrico y desigualdad socio-espacial en América Latina”, Walter Brites discute a cidade neoliberal a partir de mudanças nos processos sociais, políticos e econômicos no espaço.

O artigo “Portugal 2020 e o novo glossário do desenvolvimento territorial: territorialização ou neo-institucionalização?”, de Filipe Ferreira e Paulo Seixas, discute a questão do desenvolvimento territorial em Portugal a partir da implementação de políticas públicas, de um novo contexto político e administrativo e de novas agendas para o planejamento territorial.

Os autores Diego Fonseca, Carlos Lobo e Ricardo Garcia discutem, no artigo “Imposto predial e territorial urbano: uma metodologia de ajuste tributário para Belo Horizonte/MG”, a política tributária territorial na cidade de Belo Horizonte. Neste artigo, apresenta-se uma metodologia de investigação da desproporcionalidade das taxas cobradas na cidade, de acordo com critérios de renda familiar e capacidade de contribuição.

Em “Patrimônio ferroviário: em busca dos seus lugares centrais”, Mara Emília Freire e Norma Lacerda propõem uma análise que busca a identificação das estruturas complexas e das interações socioespaciais em uma rede ferroviária, caracterizadas como lugares centrais. Já no artigo “Validação de sistema de parâmetros técnicos de mobilidade urbana aplicados para sistema cicloviário”, de Vinicius Tischer, apresenta-se uma avaliação integrada da infraestrutura cicloviária inserida no contexto de mobilidade urbana das cidades, por meio de análise quantitativa de aspectos de continuidade/fragmentação, densidade, e funcionalidade, tomando como estudo de caso as cidades de Balneário Camboriú/SC e Itajaí/SC.

Os artigos da urbe são publicados online e em acesso aberto, sob Licença Creative Commons do tipo atribuição BY. O periódico publica artigos teóricos e empíricos que sejam resultado de pesquisas relacionadas com as áreas de planejamento urbano e regional, arquitetura e urbanismo, gestão e administração pública, políticas públicas, geografia, infraestruturas e tecnologias urbanas, e meio ambiente.

Confira no vídeo a apresentação da visão geral do periódico segundo pesquisa realizada por Vinicius M. Netto et al. (2017).

Referência

NETTO, Vinicius M. et al. Pesquisa urbana no Brasil: uma leitura inicial. In: Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, 17., São Paulo, 2017. Available from: http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/publicacoes/XVII.ENANPUR_Anais/ST_Sessoes_Tematicas/,br.ST%2010/ST%2010.4/ST%2010.4-03.pdf.

Para ler os artigos, acesse

urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana vol.9 no.3 Curitiba Sept./Dec. 2017

Links externos

urbe: Revista Brasileira de Gestão Urbana – URBE: www.scielo.br/urbe

Facebook da urbe: https://www.facebook.com/Revista-Urbe-542269092554837/

Canal de YouTube da urbe: https://www.youtube.com/channel/UCpS_AbnvUS7wb-jVBshmwmQ

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

CANTARIM, F., JAZAR, M. M. and FARINIUK, T. M. D. urbe na Semana Especial do Blog SciELO em Perspectiva | Humanas [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2017 [viewed ]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2017/10/23/urbe-na-semana-especial-do-blog-scielo-em-perspectiva-humanas/

 

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