Apoio matricial em saúde mental: após 10 anos de Núcleo de Apoio à Saúde da Família, quais são os desafios?

Carlos Alberto dos Santos Treichel, Doutorando da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil

Rosana Teresa Onocko Campos, Professora da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil

Após dez anos da implementação do apoio matricial nas redes de saúde por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, esse arranjo ainda esbarra em uma série de desafios muito similares àqueles enfrentados por seus congêneres internacionais. Por meio da revisão de 38 estudos, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas apontam que ainda é necessário avançar no delineamento da prática de matriciamento, investir maciçamente na formação de pessoal e institucionalizar espaços para o encontro sistemático dos profissionais. Os dados que sustentam essas afirmações resultaram no artigo “Impasses e desafios para consolidação e efetividade do apoio matricial em saúde mental no Brasil” publicado no volume 23 do periódico Interface – Comunicação, Saúde, Educação.

Para identificar os desafios enfrentados pelo arranjo, os pesquisadores realizaram uma revisão bibliográfica integrativa nas bases de dados PubMed (Publisher Medline) e SciELO.org (Scientific Electronic Library Online). Após o rastreio de 595 estudos, foram aplicados critérios de inclusão e exclusão que permitiram chegar nos 38 estudos selecionados para discussão. Estes tiveram seus resultados categorizados de acordo com os tópicos sugeridos por Campos e Domitti (2007) em sua reconstrução teórico-conceitual da metodologia de gestão do trabalho em saúde baseada em equipes de referência e apoio matricial e foram comparados com os resultados pontuados em estudos de congêneres internacionais desse arranjo.

Os dados apresentados no estudo fornecem informações para orientar a busca da qualificação dos serviços já implementados, bem como a implementação de novos serviços. Contribuindo assim para consolidação e efetividade de uma estratégia considerada, ao redor do mundo, como a melhor aposta de fomento da participação conjunta entre profissionais de Atenção Básica e especialistas de Saúde Mental para superação das disparidades em saúde enfrentadas por pessoas com transtornos mentais.

Referência

CAMPOS, G. W. S. and DOMITTI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad. Saúde Pública, v. 23, n. 2, p. 399-407, 2007. ISSN: 0102-311X [viewed 22 July 2019].  DOI: 10.1590/S0102-311X2007000200016. Available from: http://ref.scielo.org/fg397x

Para ler o artigo, acesse

TREICHEL, C. A. S., CAMPOS, R. T. O. and CAMPOS, G. W. de S. Impasses e desafios para consolidação e efetividade do apoio matricial em saúde mental no Brasil. Interface (Botucatu), v. 23, e180617, 2019. ISSN: 1414-3283 [viewed 22 July 2019]. DOI: 10.1590/interface.180617. Available from: http://ref.scielo.org/6qhq6w

Link externo

Interface – Comunicação, Saúde, Educação – ICSE: www.scielo.br/icse

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

TREICHEL, C. A. S. and CAMPOS, R. T. O. Apoio matricial em saúde mental: após 10 anos de Núcleo de Apoio à Saúde da Família, quais são os desafios? [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2019 [viewed ]. Available from: https://humanas.blog.scielo.org/blog/2019/08/09/apoio-matricial-em-saude-mental-apos-10-anos-de-nucleo-de-apoio-a-saude-da-familia-quais-sao-os-desafios/

 

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