Como nossas políticas públicas vêm sendo comunicadas? Podemos falar em eficiência e eficácia?

Layon Carlos Cezar, Professor assistente, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Alfenas (ICSA /Unifal-MG), Varginha, MG, Brasil

Estudo intitulado “Reflexões sobre a comunicação em políticas públicas: proposta de um modelo de avaliação da comunicação governamental”, publicado na Revista de Administração Pública (v. 52, n. 1), apresenta a comunicação como mediadora para o alcance dos objetivos sociais e governamentais, tendo como objetivo desenvolver um modelo de avaliação da comunicação governamental alicerçado em três eixos de análise: Publicização, Operacionalização e Formalização.

Modelo de Comunicação Governamemtal

Modelo de Comunicação Governamental

O modelo foi aplicado à análise da Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma vez que a mesma enfrenta dificuldades em seu processo de institucionalização ante as diretrizes preconizadas pelo new public management. Para tal investigação tornou-se necessária a utilização de dados primários (entrevistas) e secundários (documentos). As entrevistas foram realizadas em nível governamental, direcionadas a membros da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) e à As­sessoria de Comunicação (Ascom) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), situado em Brasília- DF, e em autarquias e/ou secretarias de meio ambiente dos maiores municípios da Zona da Mata Mineira. Os principais resultados apontam para a necessidade de um modelo de comunicação particularizado e que não crie estratégias massificadas para gestores, mas que entenda as peculiaridades municipais e regionalismos brasileiros. Assim como salientado por Osborne (2006) os recentes modelos de administração pública carregam em sua essência orientações para uma nova governança pública que ensejam por modelos de comunicação mais adaptáveis aos seus duais objetivos: participação e eficiência. O modelo de análise proposto agrupa, em diferentes esferas, elementos que, ante os atuais modelos de avaliação da comunicação organizacional e comunicação de caráter mobilizador propostos, respectivamente, por Galerani (2006) e Henriques e colaboradores (2002), avançam ao criarem uma metodologia que possa ser aplicada em diferentes dimensões para avaliação da comunicação em políticas públicas. Cabe ressaltar que o modelo não pretende esgotar as discussões, mas inaugurar possibilidades para criação de novas perspectivas de pesquisas que entendam no campo de políticas públicas a presença da comunicação como fator de extrema importância de análise.

Referência

CEZAR, L. C. Reflexões sobre a comunicação em políticas públicas: proposta de um modelo de avaliação da comunicação governamental. Rev. Adm. Pública [online]. 2018, vol.52, n.1, pp.52-70. ISSN 0034-7612. [viewed 9 April 2018]. DOI: 10.1590/0034-7612165920. Available from: http://ref.scielo.org/hvycqt

Para ler o artigo, acesse

GALERANI, G. S. M. Avaliação em comunicação organizacional. Brasília, DF: Embrapa, 2006.

HENRIQUES, M. S. et al. Comunicação e estratégias de mobilização social. Belo Horizonte: Genesis, 2002.

OSBORNE, S. The new public governance? Public Management Review, v. 8, n. 3, p. 377-387, 2006. ISSN: 1471-9045 [reviewed 22 March 2018]. DOI: 10.1080/14719030600853022.  Avaliable from: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14719030600853022

Link externo

Revista de Administração Pública – RAP: www.scielo.br/rap

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

CEZAR, C. L. Como nossas políticas públicas vêm sendo comunicadas? Podemos falar em eficiência e eficácia? [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2018 [viewed ]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2018/04/11/como-nossas-politicas-publicas-vem-sendo-comunicadas-podemos-falar-em-eficiencia-e-eficacia/

 

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